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quarta-feira, agosto 25, 2004
Le Jour-aprés-jour à la BNF...
Nestes dias, o trabalho é, por enquanto,
demi-visuel, demi-manuel, isto é, ver os índices dos periódicos, selecionar os artigos e copiá-los: já formei aqui umas quatro apostilas de textos, retiradas das coleções de
Études Photographiques,
Communications e
Critical Inquiry; ainda falta muita coisa (
Word&Image, Journal of Popular Culture,
Leonardo, entre outras), mas acho que finalizo esta parte antes do final de setembro, e do início das atividades na École.
De qualquer modo, ir à BNF é o pretexto prá uma volta de bicicleta, indo e vindo, cada dia por um percurso diferente (às vezes, descendo a Tolbiac, outro dia, seguindo uma dica de Betti, pela Place d'Italie e pela Vincent Auriol); ontem voltei pelo Boulevard de l'Hôpital, depois dre passar em Austerlitz prá pegar nossas passagens de trem prá Blois.
Vamos passar o fim-de-semana nujma região de castelos, cheia de pistas prá velos, com trajetos entre 20 e 30 km por dia; entre os castelos, tem o de Cheverny (isto mesmo, o castelo de Tintin...ooh la la, c'est fantastique!!!).
Depois eu conto como foi: estamos rezando prá rolar uns dias de sol por lá...
segunda-feira, agosto 16, 2004
Aux Jardins des Rois de France
Ontem fomos, eu, Betti e Tito, de RER, até Melun e, de lá, 32 quilômetros de bike, ida e volta, até Fointainebleau, onde está o castelo dos reis da França, desde François I (no séuclo XIII) até Louis Bonaparte. A história de Dumas, em Reine Margot, se passa nele; Napoleão abdicou do trono, para partir para Elba, em uma de suas salas; até os anos 60, o edifício foi sede do quartel-general da OTAN. A foto acima é uma visão lateral dos jardins do castelo. Mas a nota do dia foi mesmo a viagem de bicicleta, 16 quilômetros cada perna, no meio da estrada, disputando espaço com os carros, e pelo menos três trechhos em aclive prá não fazer inveja a trecho do tour de France. O fato é que hoje estou com dores em todo o corpo, e não consegui trabalhar, em absoluto.
Ainda bem que as olimpíadas estão aqui, na tevê, o dia inteiro...
quinta-feira, agosto 12, 2004
From Hell
francis bacon, "man drinking" (1955)
Como já disse antes, aqui nas Luzes, é muita informação ao mesmo tempo prá se digerir de uma vez: se fosse o caso, frequentaríamos todas as exposições, veríamos todos os filmes, iríamos a todos os museus, faríamos todas as viagens, mas não nos sobraria mais tempo pr'aquilo que estamos a fazer aqui, isto é, estudar um pouco mais sossegadamente...
Pois é, temos em nosso quadro de avisos, aqui na sala, uma penca de coisas marcadas prá ver, mas com muito pouco tempo prá fazê-lo: ainda outro dia, ao tentarmos fazer nossas reservas prá temporada de dança 2004/2005, descobrimos que a programação do Théâtre de la Ville já estava esgotada. Resultado: prá ver nossos espetáculos favoritos, vamos ter que nos plantar na porta do teatro de novo, "en cherchant des places"...
Quase perdemos uma exposição do Francis Bacon, no Musée Maillol (que pertence a uma fundação criada por uma ex-modelo do Matisse, Dina Vierny), mas, por sorte, a dita exposição ("Le Sacré et le Profane"), que iria até o final de junho, foi prorrogada até 15 de agosto. Domingo último, nos "picamos" prá lá, prá ver qualé (ou "qual era"): Betti é maluca por ele, mais do que eu (desta escola inglesa contemporânea, prefiro Lucien Freud, que é mais "palpável"), mas mesmo ela se frutrou um pouco com o que lá viu.
Exposições são sempre temáticas e, neste caso, tratava-se de sumariar o tratamento que Bacon dera aos temas religiosos na pintura, como a crucifixão e os retatos de papas e arcebispos: o problema é que o melhor da produção dele neste item não estava lá (havia vários ensaios sobre o Inocêncio X, de Velásquez, mas o mais famoso deles não estava lá). Além do mais, havia coisas que estavam fora do contexto, como ensaios sobre retratos.
Por outro lado, a coleção permanente do museu é uma pequena preciosidade: coleções de desenhos de Matisse e de Maillol, quase todos tendo como tema a tal da Dina (que devia ser uma mulher "daquelas"...). Devo confessar que estou cada dia mais encantado com a arte do desenho, e juro que não vou perder a exposição que está na Mairie do 5éme, na frente do Panthéon, com desenhos de ninguém mais que...Albrecht Dürer!!!
Voltando a Bacon, no final das contas, o melhor mesmo da exposição foi um vídeo, exibido no sub-solo do museu, com uma entrevista da TV francesa (circa 1962), em que ele está nitidamente embriagado, tentando fazer graça com o entrevistador, ao mesmo tempo em que saracoteia diante da câmera (qual ator de filmes de Glauber), fugindo também de um "amiguinho" que tentava, a todo custo, subtrair-lhe o copo de vinho de sua mão.
Drôle.
sexta-feira, agosto 06, 2004
L'Oeil du Siècle
Ainda ontem, de noite, na tevê, passavam uma notícia sobre uma exposição dedicada a Henri Cartier-Bresson, um dos grandes heróis da fotografia moderna e que, pode-se dizer, inventou praticamente sozinho o lugar da foto enquanto forma expressiva característica do século XX, em todos os seus aspectos (artísticos, reportativos, estilísticos, discursivos).
Achei estranho uma exposição sobre ele, assim tão intempestiva, em pleno mês de agosto (o último mês antes das férias da BNF), e sem que eu soubesse disto na programação prévia da instituição (falo porque estive lá e soube que, no segundo semestre, haverá uma longa exposição, esta dedicada ao companheiro de H.C-B na
Magnum, Robert Capa, nos 50 anos da morte dele).
Fui então pesquisar nos jornais sobre aquilo de que já desconfiava: não deu outra.
Henri Cartier-Bresson faleceu na segunda feira, aos 96 anos de idade. Reproduzo aqui, então, como uma pequena homenagem a ele, uma matéria do
Le Figaro (da qual subtraí o precioso título, prá este post), que é capaz de dizer melhor da importância dele, prá cultura francesa e para a fotografia, do que eu. Voilá:
Cartier-Bresson, l'œil du siècle
Michel Nuridsany[04 août 2004]
C'était le plus français des photographes. Français, Henri Cartier-Bresson l'était dans le grand style classique, celui du XVIIe, tout en litote, avec un souci de l'équilibre, de la clarté, qui lui était naturel. Il est mort lundi, à l'âge de 95 ans, à L'Isle-sur-la-Sorgue (Vaucluse). Dans le monde du reportage, c'était la référence absolue, la perfection, celui en fonction de qui on se situait obligatoirement, contre qui on réagissait éventuellement mais qu'on admirait, presque sans se poser de questions.
Il était né en 1908, à Chanteloup, dans un milieu aisé d'industriels du textile amateurs d'art. Son père, son oncle et son arrière-grand-père dessinaient et peignaient plus qu'agréablement. D'ailleurs, à la fin de sa vie, le maître de la photographie ne s'intéressait qu'à ses propres dessins.La première femme d'Henri Cartier-Bresson est une danseuse javanaise. Il s'intéresse alors à l'Inde, au Tibet, à leur spiritualité. Il vivra une partie de sa vie en Extrême-Orient. «Ça vient de très loin», m'avait-il dit dans un long et passionnant interview, plein de confidences inhabituelles, me montrant alors sa dernière photo: celle de l'abbé Pierre.
Quand il était à Fénelon, il s'en souvenait encore, il s'était fait prendre par le surveillant général en train de lire Rimbaud, en classe de première. En le tutoyant (c'était mauvais signe) il s'était exclamé: «Pas de désordre dans les études!» Mais en tête à tête il lui avait dit: «Tu viendras lire dans mon bureau.»«Je ne me le suis pas fait dire deux fois, m'avait dit Cartier-Bresson, et j'ai lu là pendant un an. C'est pour ça que je n'ai jamais été capable de passer mon bac; mais j'ai lu tout ce qu'on peut lire: Proust, les romanciers russes, Freud, Nietzsche et un livre sur Schopenhauer qui m'a amené à Romain Rolland et à l'hindouisme. Ça m'a marqué énormément. Je n'ai jamais eu la foi chrétienne. Ma mère le déplorait: «Mon pauvre chéri, disait-elle, si tu avais eu un bon confesseur dominicain, tu n'en serais pas là.» Et en même temps, elle m'a donné à lire «Jean Barois» et les présocratiques. C'était une chrétienne de gauche. Moi je suis un libertaire.»Et un sacré caractère!Quand il avait été scout, son totem était «Anguille frémissante». Pourquoi? «Parce que je me débinais tout le temps», dit-il.
En compagnie de son ami André-Pieyre de Mandiargues, il fréquente les librairies et les surréalistes. Il rate trois fois son bac, abandonne ses études, entre dans l'atelier d'André Lhote. Il a 21 ans. Il rencontre Gertrude Stein qui, lorsqu'elle voit ses peintures, lui conseille plutôt de travailler dans l'entreprise de son père. Il détruira ses peintures mais n'ira pas travailler dans les filatures de son père. A la suite de déboires sentimentaux et «parce que, dit-il, j'en avais marre du côté théoricien de Lhote», il s'en va courir l'aventure en Côte d'Ivoire où il vivra en chassant la grosse bête, la nuit, à la lampe à acétylène et au fusil à un coup. Le jour il sale la viande et la vend dans les villages. Il arrête quand il attrape une bilieuse hématurite qui le plonge dans le coma pendant plusieurs jours. A l'époque on en mourait presque toujours; mais le Noir avec qui il chasse le soigne avec des herbes et le remet sur pied.
Au retour d'Afrique, il se met à faire de la photo. Un peu plus tard, la découverte du Hongrois Munkacsi sera l'illumination décisive. «Il a été pour moi comme la fusée porteuse qui permet à l'autre de partir. Chez moi sa photo des trois enfants noirs qui se jettent dans les vagues, au Congo, est la seule photo que j'ai accrochée au mur de ma chambre. Quand j'ai vu ça, je me suis dit: «Bon, on peut faire ça.» Je suis sorti dans la rue avec tout ce que j'avais appris chez Lhote et dans la fréquentation des peintres. Et voilà.»En 1932, son premier reportage est publié par André Vogel dans Vu. Il expose chez Julien Lévy à New York. Il erre de Marseille à Barcelone. Il va en Roumanie. «Il y avait cette soif du monde», dit-il. En 1934 le voilà au Mexique, en expédition ethnographique pour un an. Un jour qu'il frappe à la porte de la maison d'un ami mexicain, la femme de chambre lui répond le plus sérieusement du monde: «Désolé, Monsieur est en train de procréer. Soyez assez aimable pour repasser un peu plus tard.»De là il s'en va à New York où il étudie le cinéma avec Paul Strand. Première rupture suivie de beaucoup d'autres. «La photographie ne m'intéressait plus beaucoup», dit-il déjà.
De 1936 à 1939 il sera l'assistant de Jean Renoir pour Une partie de campagne, La Règle du jeu. «Jean Renoir, je lui dois énormément, avoue-t-il. C'est prodigieux de richesse humaine.»En 1940 il est fait prisonnier. Avant de s'évader il dit à son compagnon le plus proche: «Je serai peintre.» Mais, à la Libération, quand il découvre ce qui se passe, il retrouve avec bonheur les plaisirs de l'instantané. «Il y avait un croquis encore plus rapide que le crayon, c'était le croquis photographique», dit-il.En 1947, au sortir de la guerre, le MoMA lui consacre une rétrospective posthume. On le dit mort... Cartier-Bresson avertit qu'il se porte plutôt bien. «Ils ont été très fair-play, dit-il, ils ont maintenu l'exposition et c'est moi qui l'ai inaugurée!» La même année il fonde l'agence Magnum avec Robert Capa, «Chim» Seymour et George Rodger. Il est alors au comble de la gloire.
Qu'a donc Cartier-Bresson de si exceptionnel pour justifier l'admiration sans mélange que lui portent tous les reporters et le grand public? «Jamais, avant lui, un sujet, qu'il relève de l'Histoire ou de la vie, n'avait été traité avec tant d'intelligence dans l'analyse, d'acuité dans la vision, d'équilibre dans la composition», analyse Delpire, éditeur et ami. Est-ce cela qui donnait l'impression que ses photos étaient si «complètes»? «Le secret c'est la composition», disait-il souvent.On s'est beaucoup servi, pour parler de lui, d'une formule empruntée au cardinal de Retz: «Il n'y a rien au monde qui n'ait un instant décisif.» Ce fameux «instant décisif» est devenu, depuis ce jour, la tarte à la crème de tous les discours sur le reportage.
Henri Cartier-Bresson, du coup, citait de Gaulle qui, un jour, avait dit: «Photographes, c'est comme les artilleurs, ça doit viser juste, tirer vite... et ficher le camp.»Il faisait remarquer aussi que toutes ses photographies étaient prises avec un objectif de 50 mm. «C'est ma vie: une certaine distance avec les gens. Le grand angle gueule. Le 90 mm me rappelle ces cornets acoustiques des vieilles dames d'autrefois. Aucune de mes photos n'est recadrée: c'est ma joie que le gibier tombe juste.» Ou encore: «Comme Giacometti, je veux être le plus précis possible, faire de l'abstraction d'après nature comme en photographie, comme dans les sciences, trouver la structure du monde – jouir de la volupté de la forme.»Mais Cartier-Bresson ce n'était pas seulement cela. Depuis 1972 il avait considérablement réduit son activité photographique, abandonnant le reportage, réalisant quelques portraits et paysages pour se consacrer au dessin.
En 1965, Tériade lui avait dit: «Arrête la photo, dans ce domaine tu as dit tout ce que tu avais à dire. Tu ne feras que dégringoler.»Cartier-Bresson, pourtant extraordinairement célèbre, s'était remis en question. Il m'avait dit: «La photo c'est l'instant, la présence au monde. C'est bien mais ce n'est pas suffisant. J'ai donc quitté la photo. On m'en a beaucoup voulu: c'était comme si je crachais dans la soupe. Mais la peinture, c'est ça mon monde.»
quarta-feira, agosto 04, 2004
Contos de Verão
O dia de ontem foi excepcionalmente agradável, do ponto de vista meteorólogico, devo dizer: neste verão, a proporção de bons dias para dias ruins se altera drasticamente (ontem foi um dia, como o 11 de setembro em Nova Iorque, antes das 09 da manhã: céu claro, sol, e uma brisa agradável e refrescante).
Mas como tudo que é bom dura pouco, de noite já estávamos em 26 graus, às 11 da noite! E hoje, bem, voltamos ao normal, com um dia quente e abafado. Eu e Betti não saímos porque, por graça dos deuses, nosso apê é virado pro boulevard Jourdan, o que dá uma corrente de ar, de graça, prá nós (mais o barulho da rua, que vem de bonus); e, claro, porque somos doidinhos, mesmo...
Mas o engraçdo nestas vacances parisiennes, mesmo, é que as pessoas entram, de fato em férias: imagine vc. um dia, na Bahia, acordar e ir comprar tua baguete e teu jornal, em dezembro, e descobrir que teu padeiro e teu jornaleiro, em ondina, entraram de férias...pois bem, esta cena acontece aqui, e pode-se andar alguns quarteirões sem que se ache uma boulangérie ou um jornalier aberto prá comprar teu jornal e teu pão.
Va savoir...deve ser o tal do espírito republicano, j'sais pas...
terça-feira, agosto 03, 2004
ma flèche d'argent
Só prá não deixar sem notícia: compramos uma nova bike, prá mim, ontem: toda de alumínio, prateada (é a minha mclaren), 99 euros. Era a última do estoque, e o vendedor (que era um anjo, nos atendeu com toda paciência do mundo) a havia guardado no armazém: quando a descreveu prá nós, e deu o preço (era a mais barata de todas), dissemos, eu e Betti, em uníssono: "voilá, c'est la notre!"
Trouxemos a bichinha prá casa, e eu já a guardei numa sala reservada às velôs sem trancas, à salvo dos mechants: mas se, por acaso, não encontrar vagas lá em outras vezes, já resolvi que levo ela prá varanda do apê (o que é supostamente proibido). Já ensaiei um "desolé" especial prá diretora da Maison, se ela vier me encher as bolas...
segunda-feira, agosto 02, 2004
Les Vacances à la Bibliothèque
Fechamos praticamente o ciclo de reconhecimento dos acervos das bibliotecas das Universidades (ao menos daquelas em que estamos estudando): já tenho comigo a lista de tudo o que existe de interessante, na Paris 1 e na Paris 8, em livros e periódicos, na área de estética, teorias da imagem, teorias da arte, fotografia e histórias em quadrinhos. Ainda tenho que passar esta lista pro computador: está tudo anotado em meus blocos, discriminado pelos dias de visitas que fizemos por lá.
A biblioteca da Paris 8 parece mais organizada e apta a receber pesquisadores: bastante espaçosa, permite acesso direto aos materiais (eu, que não sou estudante de lá, entrava apenas apresentando o passaporte) e tem uma coleção interessante de periódicos, sobretudo na área de artes (que parece ser o forte deles). A da Paris 1 (que na verdade é a biblioteca setorial da École Doctorale) é, como diz Fresnault, "moins que ridicule": pequena, não dá acesso aos materiais, e tem um acervo muito reduzido. Segundo Chateau e Fresnault, valeria a pena explorar a biblioteca central da Universidade (que, acho, fica na Tolbiac, pertinho daqui de casa). As aulas voltando, talvez passe por lá.
E como as universidades estão em férias, agora (o calendário da Paris 1 fala em retomada das atividades apenas na primeira semana de outubro), chegou a hora de explorar a Biblioteca Nacional...explorar é bem o termo, pois já estamos na terceira visita e cobrimos apenas uma pequena parte do simples reconhecimento do material que existe lá.
É um lugar imenso, dividido em duas áreas bem distintas: o "haut-de-jardin", área de estudos, mais aberta, e com o grosso do acervo bibliográfico em livros e alguns periódicos (apenas com os exemplares mais recentes): já mapeei toda a área de artes lá (especialmente em estética, artes do desenho e fotografia) e também a sala de história do liro (que tem uma prateleira inteira com livros sobre bandes dessinées). Ainda falta explorar a área de filosofia, na qual estão alguns dos periódicos da área de comunicação (a coleção de
Communications, por exemplo): nesta semana, mato este levantamento.
Mas "le oh au borogodot" é mesmo a seção do "rez-de-jardin", que é o setor de pesquisa, de acesso restrito (só com uma carta especial, que tem que ser comprada, na entrada), no qual estão as coleções completas dos periódicos, consultáveis sob reserva (eles têm tudo lá), além dos livros mais raros, ou daqueles dos quais existe apenas um exemplar na BNF: já explorei a área de artes (tem menos coisas lá do que no setor de estudos), mas ainda vou buscar os periódicos.
Isto sem contar no acervo audio-visual, que é do balaco: há um setor inteiro do INA (Institut National du Audiovisuel) que mantem um acervo de todas as emissões de interesse cultural feitas em broadcasting, na França, para consulta, em vídeo: só de brincadeira, consultei o que eles poderiam ter de Roland Barthes e de Umberto Eco, e achei umas quatro páginas de documentários, reportagens, e até mesmo de registros sonoros de aulas deles, no Colege de France (tem a aula inaugural de Barthes lá, que virou o livrinho
Aula, além do curso inteiro de Eco sobre a procura da língua perfeita, que virou o livro dele sobre o mesmo tema).
Eu e Betti vamos, aos poucos, pegando o jeito de decifrar esta hidra: eu, pela froça do hábito, já estou mais esperto na exploração; Betti ainda tropeça umpouco, mas já vai começando a achar o caminho das pedras, nas allés das arts du spetacle. Prá ela, especialmente, o setor de audiovisual poderá ser um alento, pois muitos espetáculos de dança (especialmente de Maguy Marin e de Pina Bausch estão gravados lá, e já identificamos alguns no sistema de busca deles, pela internet).
Prá quem se interessar em dar uma olhada no que existe aqui, é só entrar na página deles, em:
www.bnf.fr
eles têm um sistema de buscas, prá identificação de todo tipo de acervo existente na biblioteca, chamado bn-opal-plus. é só entrar nele, e fazer a busca, só prá ter uma idéia do que eles têm aqui. Prá quem planeja um doutorado ou um período de estudos aqui é ótimo, pois adianta muito o serviço de reconhecimento do território.
Enfim, estas férias aqui nào serão, decerto, em vão.
Muito bom!
04/01/2004 - 05/01/2004
05/01/2004 - 06/01/2004
06/01/2004 - 07/01/2004
07/01/2004 - 08/01/2004
08/01/2004 - 09/01/2004
09/01/2004 - 10/01/2004
10/01/2004 - 11/01/2004
11/01/2004 - 12/01/2004
12/01/2004 - 01/01/2005
