Caçando André em Paris
Decerto, todo mundo já estava sabendo que André (que também é Luiz, mas é só Lemos)estava de chegada a paris, pro aniversário do Maffesoli e do Gretech (o Grupo de pesquisa que ele criou com um bando de gente de tudo que é lugar do mundo, por aqui, quando fazia o Doutorado, e que foi por onde a história dele toda começou).
Eu mesmo fui me aprumando com as coisas do trabalho, prá poder vê-lo, o mais rapidamente possível, mas qual nada: passaram-se dois dias desde que ele chegou, e nem um telefonema prá dizer se tinha chegado ou não (ele estaria aqui no dia 10, acho). Resultado: bandeei-me pros lados da Sorbonne, prá ver se achava o sacripanta, mas só vi Juremir, falando sobre alguma coisa teoricamente polimorfa, e espirrando e tossindo muito com a poeira que sai dos tapetes e das paredes daquele prédio.
Sintomático.
No fim da manhã de sexta, já devidamente apresentado a Michel (que me interpelou no meio de uma conversa com Juremir, perguntando "quem é este brasileiro, que eu não conheço?"), e sem que ninguém me dissesse, com precisão, quando é que André estaria de volta, zarpei-me prá BNF, prá minha rotina de mapeamento de periódico e de cópias de textos interessantes; como o trabalho tomou menos tempo que o esperado, ainda pude voltar ao Quartier Latin, prá ver se encontrava finalmente, a estrela da festa.
E lá estava ele, pimposo, no meio de umas 15 pessoas, numa mesa em homenagem ao velho Maf (como eles o chamam, carinhosamente). Combinamos um almoço pro sábado, ali pelos lados da Sorbonne mesmo. No sábado, zanzamos por ali, procurando lugares prá almooçar, até batermos num lugar simpático, em frente ao Panthéon (prá variar, esqueci-me do nome do lugar).

andré, federico et moi, devant le panthéon
Foi divertido, conhecemos Federico, um italiano que está no MIT, em Boston (very nice lad, very charming!), e trocamos todas as infâmias que bons amigos podem trocar quando passam algum tempo sem se ver. É uma pena que o gajo não tenha tempo prá dar uma paradinha e uma relaxada, de vez em quando (Betti lamentou que não pudéssemos ter mostrado nossa casa prá ele, essas coisas).
Por enquanto, pelo que sei, numa hora dessas, já está de novo na agitação, ou em Milão, ou em Bonn...
...mas um dia, a pilha dele gasta, e aí ele sossega um pouco, prá cervejar (que ninguém é de ferro.